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HIIT – Um método para economizar tempo sem poupar resultados!

HIIT – Um método para economizar tempo sem poupar resultados!

Todos querem resultados rápidos, sejam esses estéticos ou para a saúde, mas a correria do dia a dia levou as pessoas ao sedentarismo. De acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde, 46,0% dos Brasileiros são insuficientemente ativos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que o sedentarismo é responsável por 3,2 milhões de mortes, por ano, em todo o mundo. A rotina agitada da vida moderna deixa as pessoas cada vez mais ocupadas e sem tempo, dificultando à aderência a prática de atividade física. Este fato é comprovado por um estudo de 2013 realizado com 417 participantes, onde os resultados demonstraram que a falta de tempo foi uma barreira para 25% dos indivíduos.   

A prática de exercícios regular gera bem estar, além de trazer diversos benefícios para a saúde. Entre os benefícios podemos citar a melhora do sono e a diminuição do risco de desenvolver doenças como diabetes, síndrome metabólica, obesidade e doenças do coração. Para obter estes benefícios, a Faculdade Americana de Medicina do Esporte recomenda a realização de no mínimo 30 minutos de exercícios com intensidade moderada pelo menos 5 dias por semana, ou 20 minutos com alta intensidade pelo menos 3 dias por semana.

Uma estratégia para quem não tem tempo e quer resultados é o HIIT. Você já ouviu falar?

Trata-se de um método de treinamento com exercícios de alta intensidade e curto período de tempo. É perfeito para quem tem pouco tempo e quer uma atividade diferenciada para emagrecer, definir os músculos, melhorar o desempenho e cuidar do coração. Sua sigla vem do inglês High-intensity interval training, ou seja, treinamento intervalado de alta intensidade. É considerado atualmente a forma mais eficaz de otimizar o tempo e conseguir resultados. O HIT consiste em treinos curtos de atividades como corrida, natação e ciclismo que prometem resultados tão eficazes ou mais que o método tradicional.

Um estudo recente publicado em 2016 na Medicine and Sciense in sports and exercise feito com adolescentes sedentários por 8 semanas, utilizou 2x por semana o HIIT e 1x por semana musculação.

·         O treino de HIIT consistia em até 5 séries de 4 repetições que alternavam 20 segundos intensos de exercício com 10 segundos de descanso.

·          Os resultados mostraram melhoria na saúde, perda de gordura e ganho de músculos.

Outro estudo feito em 2014 publicado na Sports Medicine analisou diversos artigos da que estudaram os efeitos do HIT.  Os resultados demonstrando ser uma forma eficaz e prática de melhorar o desempenho, sendo uma nova esperança para quem não tem muito tempo para se exercitar.

Pensando nesses estudos algumas ideias podem ser revistas quanto à atividade física. Uma é de que não necessariamente se manter ativo precise de muito tempo e outra é que incluir exercícios na rotina pode ser mais dinâmico e interessante. Procure um profissional de educação física para te ajudar com esta prática.

 

Referências Bibliográficas

WESTON, M. Effects of low-volume high-intensity interval training (HIT) on fitness in adults: a meta-analysis of controlled and non-controlled trials. Sports Medicine, v. 44, n. 7, p. 1005-1007, 2014.

TOLEDO M. T. T. et al. Adesão a modos saudáveis de vida mediante aconselhamento por profi ssionais de saúde. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 47, n. 3, p. 540-548, 2013.

LOGAN, G. R. et al. Low-Active Male Adolescents: A Dose Response to High-Intensity Interval Training.

Medicine and Sciense in Sports and Exercise, v. 48, n. 3, p. 481-490, 2016.

BUCHHEIT, M.; LAURSEN P.B. High-Intensity Interval Training, Solutions to the Programming Puzzle. Sports Medicine, v. 43, n. 5, p.313-338, 2013.

GARBER, C. E. et al. Quantity and quality of exercise for developing and maintaining cardiorespiratory, musculoskeletal, and neuromotor fitness in apparently healthy adults: guidance for prescribing exercise. Medicine & Science in Sports & Exercise, v. 43, n. 7, p. 1334-1359, 2011.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional de Saúde 2013: percepção do estado de saúde, estilos de vida e doenças crônicas [Internet]. Rio de Janeiro: IBGE; 2014. Disponível em: ftp://ftp.ibge.gov.br/PNS/2013/ pns2013.pdf

WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Physical Inactivity: A Global Public Health Problem. 2008. Disponível em: http://www.who.int/dietphysicalactivity/factsheet_inactivity/en/ 

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